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O Continente dos Doze Reinos é o nome do continente conhecido pelos povos que nele vivem em sua maioria. Possui proporções continentais, preenchidas por imensas florestas semi-tropicais e com vasta flora e fauna. Ao sul existe um imenso deserto, conhecido como a Grande Fissão do Dragão Adormecido, ao nordeste está presente uma cadeia de montanhas chamada Dentes de Leão, que parecem tocar o céu. Ao oeste está o imenso Mar da Tartaruga Imperador, e também várias ilhas próximo da costa.

O Continente dos Doze Reinos abriga um conjunto de países imperiais, formados por antigos e poderosos clãs que conseguiram unificar alguns povos regionais sobre o poder de um determinado imperador. Estes reinos são todos administrados por cidades-estado.

Cada cidade-estado governa uma pequena região do continente, e cultiva terras próximas apenas para fins de subsistência. Estas áreas produtivas são divididas entre alguns clãs de cada país, que realizam as trocas comercias entre os reinos e movimentam a economia local.

Não houve ainda uma exploração no sentido de desbravar novos territórios desconhecidos, o continente e considerado muito extenso e pode ser mais facilmente dividido para aqueles que necessitam, mesmo por que não há uma necessidade de se produzir em mais terras, o que pode baratear o preço dos produtos e exaurir as riquezas de um determinado reino.

Estas regiões ainda inexploradas abrigam vários espíritos e animais exóticos. Nos mares revoltos mora uma tartaruga gigante, que com o bater de suas nadadeiras, agita as águas do mar para criar as ondas, e protege os animais marinhos dos espíritos malignos que emergem das entranhas do mar. Nas florestas em áreas selvagens existem aranhas gigantes que criam armadilhas e emitem um canto capaz de atrair muitos homens para suas teias. As montanhas Dentes de Leão são habitadas por animais e seres mais perigosos. Dentre o que já foi relatado, há um gigante que possui uma hidra de estimação. Sua atividade predileta é correr atrás de exploradores até eles cansarem, e depois comê-los com uma bocada só.

Entretanto, o perigo também esta presente nas terras habitadas. Existem seres demoníacos que manipulam a mente das pessoas. Muitos deles vestem-se com a pele dos homens para se aproximar sem serem notados, e assim hipnotizam suas vitimas e as manipulam da melhor forma que convêm. Tais entidades estão entre umas das mais temidas no Continente dos Doze Reinos, mas também são extremamente raras, e geralmente, solitárias.

SociedadeEditar

A sociedade do Continente dos Doze Reinos é composta de tradicionalismo, palavra e diferenças marcantes entre os níveis sociais. A tônica da sociedade como um todo são intrigas contínuas entre clãs e famílias dentro dos clãs, envolvendo honra e aparência. É comum entre os nobres existir grande prestígio por ostentação de títulos.

A forma de governo de cada reino é exercida por um imperador, de cargo hereditário e que exerce um poder quase que celestial sobre seu reino. Ele também possui forte influência sobre os clãs mais poderosos, visto muitas vezes como um mediador, e receberá apoio dos mesmos quando necessário. Em troca desse respeito, o imperador divide as terras, distribui a riqueza e realiza sacrifícios quando é necessário em nome de seu país, assim como o líder de um clã representa seu clã, e o líder de uma família representa sua família.

O imperador pode também destituir todo o poder de um clã caso seja necessário, embora uma atitude destas seja vista como uma ultima e necessária alternativa, senão um sacrifício.

O imperador geralmente possui um seleto e forte corpo de ministro ou conselheiros. Estes homens oferecem total apoio ao imperador, e possuem um forte senso do dever. Para eles, agir a favor do imperador é agir a favor do seu próprio país, o que envolve decidir em nome de todos.

ClãEditar

Um clã constitui-se num grupo de pessoas unidas por parentesco e linhagem e que é definido pela descendência de um ancestral comum. Mesmo se os reais padrões de consangüinidade forem desconhecidos, os membros do clã reconhecem um membro fundador ou ancestral maior. Como o parentesco baseado em laços pode ser de natureza meramente simbólica, alguns clãs compartilham um ancestral comum "estipulado", o qual é um símbolo da unidade do clã. Graças a isso, quase sempre a liderança de um clã reside no membro mais velho e mais experiente.

Há logicamente, uma distinção entre família e clã, mas às vezes ela é pouco clara. Há casos em que, quando o filho do líder é expulso, é considerado expulso da família; em outros, mesmo que um membro da família realize um crime grave contra a honra do clã, o restante é obrigado a fechar os olhos ou prestar favores públicos para limpar o nome do clã.

Constantemente há guerras entre clãs. Basicamente, as disputas ocorrem por terras, poder, honra ou como resposta a provocações. Estes embates são resolvidos de duas maneiras: pelo combate limitado ou total. Na primeira versão, ostenta-se a educação e rituais de combate, onde existe uma competição formal entre os clãs para decidir quem vence a guerra. Já na segunda hipótese, vale um combate aberto entre os clãs.

Existem várias regras para conduzir ambas as formas de combate. Uma delas diz que “em tempos de paz, vale a honra, em tempos de perigo, vale a sobrevivência”. Isto indica que, mesmo clãs inimigos, quando seu país está envolvido em uma guerra com outro, eles devem unir e lutar contra um inimigo comum. Ao fim da guerra, na próxima lua cheia, o embate entre os dois continua.

Embora estas regras possam ser quebradas, isto geralmente não acontece por que foram estabelecidas muito mais por uma forma de inteligência do que de ganância. Estas regras servem para resguardar os clãs de perdas significativas, ou até mesmo a extinção.

Cada clã no Continente dos Doze Reinos possui um nome que é repassado para seus membros como um sobrenome. Desta forma, ao se identificar, qualquer um indica que pertence a um clã. O clã oferece certo status social (+1) para seus integrantes. No entanto, é necessário que cada indivíduo respeite a honra do clã; caso realize algum crime contra a honra, poderá ser punido com o gelo social, ser morto ou até mesmo expulso do clã, o que e mais grave. Alguns clãs são adorados pelo povo, muitos respeitam as pessoas inferiores, que se tornam seus trabalhadores. Outros não permitem que o povo esqueça que eles estão numa posição abaixo.

Forças MilitaresEditar

Geralmente cada cidade-estado possui apenas uma unidade militar permanente e muito bem treinada, com soldados mantidos para preservar a ordem e a segurança da cidade. No entanto, os clãs treinam guerreiros, e também existem templos que oferecem treinamento para pessoas comuns interessadas em artes marciais. Caso haja uma necessidade de defender as terras de uma cidade-estado, pode existir uma união entre clãs rivais para proteger objetivos comuns.

Religião e MitologiaEditar

Mais do que uma religião, os habitantes do Continente dos Doze Reinos pregam uma forma de filosofia, chamada Satori. Os ensinamentos básicos são: evitar o mal, fazer o bem e cultivar a própria mente. Esta forma de pensar não aceita a existência de um deus comum criador do mundo. Quando surgem discussões sobre o porquê das coisas, alguns monges simplesmente terminam com um “é assim” e encerram a discussão. A religião em si não nega a existência de seres sobrenaturais, mas não confere nenhum poder especial de criação, salvação ou julgamento a esses seres.

Satori é o nome de um fenômeno conhecido como o Despertar Repentino, o lugar da distinção entre experimentador e experiência, sabedor e saber. É o apagar, o extinguir do sentido do eu pessoal ("Eu sou eu, e você não é"). A experiência direta de realização da Mente, da obliteração do ego, a experiência do viver, do Eu na sua forma sagrada. Satori demonstra além de qualquer dúvida que nós somos parte da essência divina, que tudo e nós somos um só.

Embora eles não acreditem na existência de um deus criador, eles acreditam em deuses que estão dispostos a auxiliar outros na iluminação. Estes deuses são concepções abstratas de certos aspectos da vida de cada um. A veneração ocorre através de preces silenciosas, sacrifícios, ritos ou prestação de respeito, mas cada um a seu gosto. Quando alguém ora, eles esperam por resultados. Para eles, o único motivo de se dirigirem a um deus é para pedir um favor ou assegurar de sua boa vontade; a idéia de humildade perante os deuses é descartada.

Existem também muitos símbolos representativos na sociedade, com idéias abstratas de conhecimento, vida, mau agouro, entre outras. Muitos interpretam alguns símbolos como sinais que vem até eles, trazidos pelos deuses para guiar o indivíduo em alguma forma de iluminação. Este aspecto torna todos muito atentos a certos “presságios”. Quando nada acontece, diz-se que espíritos brincalhões estão aprontando alguma coisa. Embora possam existir razões para muitas coisas, a superstição é um aspecto bastante relevante na sociedade. Mais do que uma simples seca, um fenômeno como este pode ser considerado sinal de mal ou bom presságio. O que despertará a atenção das pessoas são fatos que saem do tradicional. Entretanto, elas realizam apenas apontamentos, e não pré-disposições. A idéia é apenas que devem ficar atentos, já que os deuses podem estar agindo a seu favor ou não.

Os monges explicam que a cosmologia do mundo divide-se de uma maneira que permite a evolução contínua dos espíritos que vivem nesta existência para alcançar um estado de maior evolução. Este aspecto parece com uma seqüência de salas, uma sobre as outras, que para passar para um nível acima, é necessário encontrar uma chave no andar que está. O Continente dos Doze Reinos é considerado a casa dos seres humanos, e é um reino de nascimento desejável, mas ao mesmo tempo difícil. A vida enquanto humano é vista como uma via intermédia, sendo caracterizada pela alternância das alegrias e dos sofrimentos, o que de acordo com a perspectiva do Satori, favorece a tomada de consciência sobre sua condição. O reino dos infernos situa-se nas partes inferiores do Continente dos Doze Reinos, e sua concepção é resultante de um castigo divino; os seres que habitam no inferno libertam-se dele assim que a idéia que os conduziu ali se esgota. Acredita-se que muitos espíritos deixarão este local assim que conseguirem não escutar a voz sombria em suas mentes neste local, que os atormenta constantemente.

O último reino é o dos deuses e é composto por vários níveis ou residências. Nos níveis mais próximos do reino humano vivem seres que devido à prática de boas ações levam uma ação harmoniosa. Os níveis mais distantes são habitados por seres que se encontram perto de atingir a iluminação e não voltarão a renascer como humanos.

A lótus branca é uma representação consistente dessa religião, tanto que é o símbolo do Satori. Acredita-se que ela é uma representação divina daqueles que conseguem alcançar uma consciência livre do aspecto Eu, e muitos se utilizam da flor – que existe de vários tipos – como um caminho para chegar até a iluminação; para cada epifânia que um determinado indivíduo tenha, uma lótus nasce, e isto inclui todas as variedades. Para os habitantes do Continente dos Doze Reinos, o passado, o presente e o futuro também estão simbolizados por esta flor, respectivamente, pela flor seca, pela flor aberta e pela semente que irá germinar.

Graças a esta idéia do lótus, alguns monges preferem utilizar de certas variedades, principalmente da vermelha, para tentar alcançar maior sabedoria. Certas variedades possuem aspectos alucinógenos, que induzem a um estado de estase, o que pode ser um caminho mais fácil para alcançar a iluminação. No entanto, esta prática é vista com maus olhos; muitos condenam esta atitude, considerando-a desonrosa e imprudente.

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