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"Ah, Corvis. “A Cidade dos Fantasmas”, é como a chamam. Mercadores que transitavam pelo Rio Negro e pelo Língua de Dragão a fundaram quase nove séculos atrás, bem no ponto onde os rios se encontram. Estes pioneiros acreditavam que o comércio vindo dos dois lados dos rios fariam a cidade crescer, e estavam certos. As coisas foram difíceis no inicio, mas logo a cidade estava crescendo mais rápido do que filhote de ratazana do pântano. Hoje cerca de 100.000 almas chamam a cidade de lar, e mais chegam a cada dia. Corvis é uma ilha de civilização na parte mais rude de Cygnar do Norte. A cidade grande mais Próxima é Cabo Bourne, a uns longos dias de viagem pelo Língua de Dragão, e a infame Cinco Dedos, ainda mais longe, descendo o Rio Negro.

A maior parte das pessoas em Corvis é humana, mas você encontrará uma boa quantidade de anões por aqui também. Parece que o Rio Negro nasce de um lago no império deles, Rhul, e o rio é a melhor rota pros que querem vir de lá pra cá. Pelo mesmo motivo existem alguns dos enormes ogrum circulando por aqui também, e já que vivemos no meio dos pântanos, acabamos trombando frequentemente com os trolóides. Até mesmo alguns elfos de Ios podem surgir por aqui.

Se você precisar dos serviços de um artífice, há alguns ótimos estabelecimentos de anões no bairro dos ferreiros. Se precisar de músculos, há capangas de aluguel na zona portuária. Haverá encrenca lá também se você não tomar cuidado - o povo do rio é durão. A noite mantenha-se no bairro dos mercadores, onde a Guarda sempre está por perto. Corvis já viu gente mais durona que você flutuando no cais.

Como a cidade foi construída sobre um pântano, o espaço é precioso, e o povo de Corvis tende a construir para cima ao invés de para os lados. No nível do solo, perdida nas brumas, estão as estruturas de pedra da Velha Corvis. Construídas sobre elas estão as torres elegantes da Nova Corvis – lar da elite mercante. No meio estão as lojas e casas das pessoas comuns, e tudo é conectado por um labirinto de pontes, rampas, canais e túneis que levariam um engenheiro anão à loucura!

As maravilhas de Corvis, como tantas outras coisas nos Reinos de Ferro, não teriam sido possíveis sem o advento dos gigantes a vapor. Os primeiros titãs de metal foram trazidos à cidade cerca de 300 anos atrás, onde eles trabalhavam nas pedreiras, cortando pedras pra novos edifícios. Eles também escavavam estradas e trabalhavam nas docas – sem eles seriamos uma cidade de segunda, como Cinco Dedos, é o que eu digo. Se estiver curioso a respeito deles vá visitar as docas, sempre há alguns carregando carga por lá.

Você pode estar interessado em contratar um guia, meu amigo, já que logo vai estar perdido sem um. Corvis é um labirinto, é só isso que você vai achar acima do nível do solo. A cidade original, construída nove séculos atrás, há muito já foi engolida pelo pântano. É agora é um labirinto de catacumbas, e abriga nada além de desordeiros... e coisa pior, ouvi falar. Se você tiver miolos dentro dessa cabecinha, vai ficar longe da Corvis Subterrânea.

Então você está imaginando por que chamam Corvis de “Cidade dos Fantasmas”? Dizem que a Velha Corvis é assombrada pelos fantasmas dos primeiros moradores, muitos dos quais morreram nos primeiros dias. Muitos acreditam que qualquer um que se afogue nos canais ou nos portos está condenado a vagar pela cidade para sempre. Os mortos também vagam pela Corvis Subterrânea, dizem, o que é mais uma razão para você ficar longe de lá, se quer minha opinião. De qualquer modo que você olhe, há poucos em Corvis que nunca viram um vulto – ou que afirmam isso. Fique aqui por tempo suficiente e aposto que vai ver também.

De fato, a Mais Longa das Noites está se aproximando, rapazinho. Como você sabe, uma vez a cada três anos um eclipse escurece nossas três luas, e temos o breu nos céus de todo os Reinos de Ferro. Bem, aqui em Corvis o eclipse sempre foi motivo de para nosso maior festival, uma grande festa que dura a noite toda, como você nunca viu. As ruas estarão cheias de foliões, e espíritos também, se você acreditar nos nativos.

Aí está, rapaz, um pouco da história de Corvis para você. Espero que sirva para algo. Fique esperto, e mantenha-se longe da zona portuária à noite se não quiser ver as próprias tripas."


Pontos de interesseEditar

Cidade Subterrânea

Corvis foi construída em uma região pantanosa, onde o terreno composto de argila cede com certa facilidade. Com o passar dos nove séculos de sua fundação grande parte da cidade literalmente afundou na lama, sendo engolida pelo solo. Muitos dos prédios originais de Corvis se afogaram no terreno desse modo. A Cidade Subterrânea, como os nativos chamam, é um traiçoeiro labirinto enterrado formado por inúmeros bolsões de espaço escavado independentes um dos outros. Muitas dessas passagens são antigas ruas ou construções, enfurnados na terra úmida que dá poucas garantias de que não voltará a engolir tudo com um deslizamento.Outras são passagens naturais, ou escavações recentes feitas pelos habitantes.

A Cidade Subterrânea é habitada principalmente por andarilhos e criminosos, mas as lendas falam de habitantes mais sinistros, uma vez que muito se comenta das propriedades amaldiçoadas da morte por afogamento nos arredores da cidade.


O Quadrângulo

O centro da cidade é uma grande clareira ao nível do solo forrada por paralelepípedos, com pouco mais de cem metros de lado. O Quadrângulo está normalmente cheio de mercadores, e é um local popular tanto para turistas quanto para os nativos de Corvis. Muitos dos mercadores do rio irão se estabelecer aqui por alguns dias antes de seguir em frente, então sempre há algo novo para se ver.

A noite o quadrângulo desacelera, mas nunca para. Mais ou menos metade dos mercadores irão permanecer abertos, e muitas vezes mudam a mercadoria assim que o sol se põem. Dizem que se a mercadoria existe pela cidade, qualquer que seja sua natureza, você a encontra no Quadrângulo. Isto pode não ser inteiramente verdade, dizem os nativos, mas com certeza o lugar ainda é a melhor forma de começar a se procurar pelo que quer.

A Guarda leva seus deveres de manutenção da paz muito a sério, especialmente no Quadrângulo e no resto do bairro dos mercadores. Qualquer um pego comprando contrabando pode acabar enfrentando alguns dias difíceis no xadrez.


A Zona Portuária

As docas e armazéns usados pelos mercadores estão nesta que é sem duvidas a pior parte da cidade. Apesar dos melhores esforços da Guarda, a Zona Portuária não é nada além de encrenca. É aqui que as pessoas vem em busca de muitas coisas úteis, como músculos de aluguel, transporte pelo rio e empregos temporários. Naturalmente, os melhores bares estão aqui também, assim como os boatos mais interessantes.

Qualquer um que não se enquadre no perfil durão e empobrecido dos trabalhadores da área vai facilmente se destacar frente ao olhar treinado dos homens perigosos que habitam essa região. Roupas finas e equipamento caro chamam atenção desnecessária e certamente indesejada. Com a rara exceção de alguns anões, qualquer não humano também não encontrará nenhuma atitude amistosa por aqui.


Lei e OrdemEditar

A Guarda da Cidade

Engajada na luta constante contra o crime está a Guarda de Corvis, um grupo de patrulheiros de elite. Os Guardas são policiais, detetives e, ocasionalmente, até mesmo juizes e executores. Nem todos que são encontrados pela manhã boiando no rio são foram postos lá por disputas criminosas – algumas vezes é um caso de justiça marginal. Apenas um tolo ou um criminoso com muito poder irá voluntariamente se meter com a Guarda.

Criminosos à solta muitas vezes ganham o privilégio dúbio de cartazes de “Procurado” espalhados pela cidade. Dependendo do crime, a cidade pode oferecer uma recompensa para qualquer cidadão que pegue o fugitivo, e muitas vezes o corpo do criminoso bastará para o resgate do prêmio. Um caçador de recompensas hábil pode ganhar a vida decentemente em Corvis.

Quando a Guarda apreende um criminoso, a justiça é rápida e cruel – é muito caro manter prisioneiros atrás das grades por muito tempo. Julgamentos são conduzidos tão rápido quanto possível, e as penas variam normalmente entre castigos físicos, trabalhos forçados, multas ou uma combinação de tudo isso. Em se tratando de crimes menores, as cortes normalmente julgam o caso em menos de uma semana de espera. Crimes sérios dificilmente aguardam mais de três dias para serem ouvidos. Os prisioneiros tem poucos direitos e normalmente são considerados culpados a menos que se provem inocentes. Aqueles que cometem pequenos delitos nem mesmo tem um julgamento. Um capitão da Guarda de plantão impõe um julgamento sumário e a punição é aplicada sem o envolvimento da corte.

Enquanto os juízes dentro das cortes são homens poderosos, o poder supremo de Corvis é do conselho da cidade. Este grupo de doze Magistrados, liderado pelo Prefeito, tem o poder de criar quase qualquer lei por capricho, se lhes convir. Eles são apenas limitados por uma vaga Carta da Cidade.


Crime e castigo – transgressões comuns e suas punições

Punições em corvis

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